sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO É PALCO PARA A INVERSÃO DE VALORES.



A carência de ídolos ou heróis pode ser tão nociva a uma sociedade como uma sucessão de desmandos políticos públicos. Isso pode ser verificado no nosso cotidiano, ou ao menos por aqueles que possuem uma visão além daquilo que é possível fisicamente enxergar. Assim como afirmou Mahatma Gandhi que o futuro não é o que tem de ser, e sim aquilo que você faz com o seu presente, nossa vida não é um acaso, e sim um conjunto trilhado, mais ou menos em sincronia com o outro. Sendo assim, se analisarmos o que estamos construindo para um futuro a médio e curto prazo, vamos nos deparar com um nada disfarçado de mudança, ou uma mudança disfarçada de nada.
Estamos vivenciando uma geração sem ídolos, isso indica que quase não possui referência! Estamos presenciando um nada! O que dizer do movimento estudantil, que não possui mais essência política, possuindo, sim, uma essência eleitoreira. O que dizer de uma sociedade que pede paz e consome violência, quando dá audiência a programas policiais sensacionalistas, e também exaltam lutas de MMA – uma volta ao barbarismo humano – onde aniquilar o próximo é a meta? O que dizer de uma sociedade onde Bruna Surfistinha é Best Sellers, digna de ter uma autobiografia cinematográfica? Uma sociedade onde a cultura é paliativa, ou seja, as músicas, as artes, os livros, são como comprimidos, tem um prazo de validade estabelecido, quando deveriam ser eternos, nossos ídolos são meros indigentes (Mc Sheldon, Ivete Sangalo, Bruna surfistinha e Minotauro).
Só para relembrar, o futuro não é o que tem de ser, e sim aquilo que você faz com o seu presente. Os anos 90 acabaram com o nosso futuro.

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